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Os Araweté habitam hoje numa só
aldeia à margem do igarapé Ipixuna, afluente
da margem direita do Médio Xingu. O Ipixuna é
um rio de águas negras, encachoeirado, que corre
em um leito rochoso na direção Sudeste/Noroeste.
A vegetação dominante na bacia do Ipixuna
é a floresta aberta com palmeiras, onde as árvores
raramente ultrapassam 25 metros. Nos arredores da aldeia
há extensas áreas de "mata de cipó",
onde lianas e plantas espinhosas tornam a caminhada difícil.
O terreno é pontilhado de irrupções
graníticas que em seu topo se cobrem de cactos
e bromélias. A caça é abundante,
dada a grande quantidade de árvores frutíferas,
que atraem os animais O regime de chuvas é bem
marcado, com uma estação seca que se estende
de abril a novembro, e uma chuvosa nos meses restantes.
Entre agosto e novembro o rio se torna impraticável,
expondo extensos lajeiros e formando poços de água
estagnada propícios à pesca.
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De 1978 a 2001, os Araweté habitaram
em uma outra aldeia à beira do Ipixuna, a alguns
quilômetros da aldeia atual. Desde que se deslocaram
das águas do Bacajá em direção
ao Xingu, eles circulam por uma área compreendida
entre as bacias dos rios Bom Jardim, ao sul, e Piranhaquara,
ao norte, que inclui os rios Canafístula, Jatobá
e Ipixuna. A Terra Araweté é contígua
a três outras: TI Apyterewa (dos índios
Parakanã) ao sul, TI Koatieno (dos Asuriní)
ao norte e nordeste e TI Trincheira-Bacajá (dos
Kayapó-Xikrin) a leste, tendo o rio Xingu como
limite oeste.
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